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Ler, ler, ler, viver a vida que outros sonharam

3 dezembro, 2018
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palavras para o velho abacateiro

palavras para o velho abacateiro

Antigamente as pessoas eram pessoas de chegar. Não sabíamos fazer despedidas.

palavras da avó Catarina

Quando chegamos da praia, o céu estava à espera que as pessoas todas se recolhessem para poder ordenar às nuvens que começassem a largar uma grande chuva molhada, era até raro em Luanda naquele tempo fazer uma ventania daquelas, os baldes no quintal começaram a voar à toa, os gatos nas chapas de zinco não sabiam bem onde era o buraco de se esconderem, os guardas da casa ao lado vieram a correr buscar as akás que estavam encostadas no muro e o abacateiro estremeceu como se fosse a última vez que eu ia olhar para ele e pensar que ele se mexia para me dizer certos segredos, não sei o que o abacateiro me disse, não soube mais entender e pode ter sido nesse momento que no corpo de criança um adulto começou a querer aparecer, não sei, há coisas que é preciso perguntar aos galhos de um abacateiro velho, cumprimentei o guarda enquanto corria no quintal a segurar os baldes que queriam levantar voo, fui fechar a porta da casa de banho e da despensa, a bomba de água disparou e assustei-me, o vento estava a pôr-me nervoso, olhei a mangueira com mangas verdes, olhei os galhos secos do abacateiro, reparei no encarnado vivo das romãs bem madurinhas ali perto do mamoeiro, olhei as uvas na videira e, enquanto olhava o céu escuro, ainda pensei que era tão estranho aquelas uvas terem um sabor tão nítido a manga adocicada, fui fechar a portinhola da casota onde ficavam as botijas de gás e ainda recolhi duas toalhas que estavam na corda, voltei a entrar na cozinha, com o corpo a pingar de chuva e suor fresco, a t-shirt estava tão molhada que voltei lá fora para deixá-la já pendurada na corda, parei um pouco a deixar a chuva cair sobre a cabeça, fechando os olhos, escutando o ruído que ela fazia cá fora no mundo e dentro de mim também, queria ver quantos pensamentos eu podia inventar — e pensar — ao mesmo tempo que ouvia aquele ruído tipo música de uma orquestra bêbada, ri, ri sozinho quando abri os olhos e vi a cadeira verde onde às vezes, mas raramente, também o camarada António gostava de ensaiar um sono distraído, caiu a carga de água que o céu tinha prometido pela cor e pelo vento soprado, enquanto a ventania diminuía de repente, a chuva caía como um embrulho gigante de redes de pesca que tivesse escorregado do armário de um pescador que estava lá muito em cima, nas alturas, era tanta água que mesmo ver a casa do Jika estava difícil, o mundo parecia um deserto molhado naquela tarde, ainda conseguia ouvir, mas mal, os passos dos guardas a correr e, entre tantas cascatas de água com a poeira da videira, do outro lado, tipo filme de western, um gato vesgo ficou parado em cima do outro telheiro a olhar para mim — seria o gato vesgo que eu tinha acertado no olho com o chumbo da pressão de ar? —, tive um pouco de medo, lá de dentro, a qualquer momento, a voz da minha mãe podia vir me perguntar se eu era maluco de estar ali com aquela chuva toda a pedir mesmo para ter uma crise de asma complicada, ali fora o gato calmo tinha ficado parado a olhar para mim, olhava mais com o olho vesgo que com o olho que via bem, perto de mim estava um ferro abandonado das obras do vizinho, sempre desconfiei dos gatos calmos, não me mexi, ele sim, devagarinho, saltou até perto das raízes da mangueira, parou de novo, foi a andar muito devagar, parecia que para ele não chovia e fazia um sol que lhe causava preguiça de partir, não me mexi, as mãos estavam na corda, como se eu estivesse preso com as molas de estender a roupa, a água caiu mais forte e de tanto não ver nada tive medo que o gato voltasse às escondidas e me atacasse, decidi entrar em casa, assustei-me com a voz da minha mãe — “o pai e eu estivemos a falar sobre aquele assunto” —, o meu corpo todo molhado, pensei que a minha mãe ia me ralhar de eu estar a trazer a chuva para dentro de casa, espalhando as gotas do meu corpo pelo chão limpo da cozinha, a mesma cozinha antiga que todos nós dizíamos a rir que era do camarada António, a minha mãe tinha os olhos molhados também e um grande silêncio invadiu a casa escolhendo esse espaço entre nós para ficar, eu olhava o chão pingado como se ele fosse muito mais distante, ouvia cada gota cair no chão e ao mesmo tempo pensei que não devia prestar atenção àquilo, pois outra coisa mais importante estava prestes a acontecer — “tu há tanto tempo que falavas nisso, nós estivemos a falar” —, a minha cabeça viajava pelo corredor escuro porque fazia esse domingo cinzento de chuva e ninguém tinha ainda acendido as luzes, a minha cabeça deslocava-se devagarinho e subia as escadas espreitando primeiro a sala onde a minha irmã mais nova tinha acabado de adormecer com o corpo todo cansado da praia e a pele cheia do sal do mar, onde tínhamos passado quase todos os sábados e domingos da nossa infância, eu subia as escadas sem fazer barulho, o meu pai podia ter decidido dormir um pouco e só acordar mais tarde para começar com um café na cozinha e ir ver se na televisão as equipas nacionais estavam a jogar futebol, o corredor lá em cima era um mar pesado de silêncios e isto não é poesia falada, havia ali um silêncio que pesava se uma pessoa se mexesse em qualquer direção, parei, quieto, a escutar a tarde que chovia lá fora, os ecos do comportamento das trepadeiras e das árvores enormes dos vizinhos, podia quase desenhar essas árvores sem olhar para elas, a mais cambuta do lado esquerdo, na casa da tia Mambo, devia ser um abacateiro e era maior que o nosso, tinha folhas gordas e um cheiro sempre poeirento mesmo que chovesse, e do lado direito, na casa da tia Iracema, havia uma árvore que imitava ou era mesmo um pinheiro muito alto e ligeiramente torto onde os pássaros — não sei porquê — gostavam de fazer voo rasante quando traziam minhocas na boca para dar aos filhos que tinham acabado de nascer e ficavam no telhado da tia Iracema a fazer barulho, parei, quieto, a escutar as trepadeiras, as árvores, uma buzina, algumas vozes, o cão do Bruno a ladrar tão longe e o barulho da caneta da minha irmã mais velha a escrever os pensamentos dela de domingo à tarde quando chove em Luanda, o que não se ouvia era o gritinho dos filhos desses pássaros que eu não disse mas são andorinhas, eles deviam estar a tremer de frio e de medo, todo mundo sabe, as andorinhas são como os gatos, não gostam nada da chuva, se calhar é por causa do barulho dos trovões, não sei — “filho, assim a pingar ainda te constipas” —, a porta do meu quarto estava aberta e uma luz nenhuma saía dele entrando no corredor a chamar-me, o mundo cinzento espreitava pela minha janela, entendi que havia uma nesga aberta nos vidros e, por ali, todas as vozes da tarde, da chuva, da trepadeira, das árvores, entravam pelo meu quarto para me dar sinais estranhos que o meu corpo não sabia aceitar, nem a minha cabeça, uma vontade de lágrimas me visitou, cocei a pele da bochecha que era um gesto antigo para falar com as minhas vozes de dentro, pingava menos o meu corpo, o calção molhado deixei junto à porta, entrei no meu quarto de tão poucos anos, fazia-me confusão entender porquê que eu vivia aquele quarto como um espaço antigo, como se eu fosse uma pessoa também de antigamente, e não era — via-se no espelho o meu corpo magro e a pele toda esticadinha a contornar os dedos da mão, os lábios desenhados quando eu os olhava sem compreender as curvas deles, os olhos que eram mais difíceis de olhar porque me traziam aos olhos essa chuva de eles ficarem encarnados — “nós pensamos que, se é realmente o que tu queres, podes ir estudar para outro país” —, pensei que lá nesse país teria outro quarto, mas não este, o antigo, o dos cheiros e das roupas e das músicas e dos livros e das escritas tristes e secretas, da mala com os livros do Astérix, ou A náusea, ou o Cem anos de solidão, ou os “gracilianos” como eu lhes chamava, ou a camisa amarela-escura com manchas pretas e acastanhadas que o meu pai trouxe de Portugal e, desde que a vi, soube que amava esse tecido de acalmar os olhos que às vezes choravam em frente ao espelho da incompreensão, porque o corpo mudava, a voz mudava, as mãos no corpo mudavam, era visível que eu preferia acordar mais tarde que acordar mais cedo, era visível, para mim, que ouvia barulhos e sentia cheiros que não podia dividir com ninguém, e a avó Agnette continuava a partilhar as noites comigo, contando, inventando, alterando as estórias todas, as de antigamente, as do presente e as outras, como se o tempo fosse o saco de ar com bolinhas que ela gostava de rebentar, como se, às 2h da manhã — entre risos de cumplicidade, olhares de fascínio que acendiam a madrugada, ternuras faladas como se fossem verdades de ofertar — ela me dissesse, devagarinho, com a voz convicta e os factos arrumados caoticamente, que o futuro não era uma coisa invisível que gostava de ficar muito à frente de nós mas antes — ela dizia como frase de adormecimento mútuo —, antes um lugar aberto, uma varanda, talvez uma canoa onde é preciso enchermos cada pedaço de espaço com o riso do presente e todas, todas as aprendizagens do passado, que alguns também chamam de antigamente — “assim a pingar, ainda te constipas” —, a minha mãe disse com chuva nos olhos bem encarnados, o corpo dela encolhido a dar marcha atrás na cozinha, no trajeto que ela tinha feito para vir devagarinho falar comigo, sem me ralhar por eu estar a molhar a cozinha, sem me falar da asma e dos brônquios, sem quase olhar para mim, eu também sem quase saber como olhar para ela, como dizer — a ela e a mim — que essa viagem, essa partida de ir embora, de repente me chegava fora do tempo, num terreno que ia muito além da dor e das lágrimas, num lugar que nenhum escrito meu podia ter conseguido explicar nem nenhuma lágrima conseguiria apagar, a minha mãe retirava devagar o corpo da cozinha, fiquei com os olhos postos nas gotas tombadas no chão, sem poder saber, nunca mais, o que era gota o que era lágrima, como se eu fosse um cego e naquele momento todos os cheiros e todas as dores da infância me pesassem no corpo, e isso estava bem, era normal, mas um peso me fechou os lábios e eu não soube o que dizer à minha mãe, talvez as frases dela trouxessem pedido de resposta, talvez se eu tivesse falado nesse tempo fora do meu corpo ela me tivesse dito, ou mostrado com os olhos, que aquele era, de qualquer modo, o tempo deles, dos meus pais, aí talvez os meus lábios dissessem que esse tempo de sabermos o momento de partir tinha acontecido fora do meu próprio tempo, e que nos últimos anos eu havia estado perdido, triste e confuso, num espaço tão grande que afinal eram apenas duas cadeiras de tecido encarnado, uma secretária, o armário embutido, o sofá-cama encarnado que eu mesmo tinha escolhido e usado essa palavra, “encarnado”, e riram porque era uma palavra de antigamente na boca de uma criança, esse espaço, com esse sofá-cama, com esse colchão fininho, com essas molas fracas, onde eu dormi tanto tempo com a avó Agnette, onde ela me ensinou madrugadas e deu todas as estórias e o desdobrar de todos os tempos que quis dar, esse espaço enorme assim tão pequenino era apenas um quarto, com a enorme janela virada para a trepadeira, que estava perto da poeira dela, que estava perto das flores, que estava perto da botija de gás vazia, que estava perto do contador de água, que estava perto da relva, que estava perto do cacto, que estava perto dos caracóis, que estavam perto das lesmas, que estavam perto da baba, que estava perto do portão pequeno, que estava perto da caixa de correio branca sem cartas, que estava perto da rua, que estava perto de mim — “se tu queres ir para outro lugar, nós também achamos que é o melhor”.

Deixei os braços pousarem na madeira inchada e úmida, abri um pouco a janela a pensar que isso de olhar a chuva de frente podia abrandar o ritmo dela, ouvi lá em baixo, na varanda, os passos da avó Agnette que se ia sentar na cadeira da varanda a apanhar fresco, senti que despedir-me da minha casa era despedir-me dos meus pais, das minhas irmãs, da avó e era despedir-me de todos os outros: os da minha rua, senti que rua não era um conjunto de casas mas uma multidão de abraços, a minha rua, que sempre se chamou Fernão Mendes Pinto, nesse dia ficou espremida numa só palavra que quase me doía na boca se eu falasse com palavras de dizer: infância.

A chuva parou. O mais difícil era saber parar as lágrimas.

O mundo tinha aquele cheiro da terra depois de chover e também o terrível cheiro das despedidas. Não gosto de despedidas porque elas têm esse cheiro de amizades que se transformam em recordações molhadas com bué de lágrimas. Não gosto de despedidas porque elas chegam dentro de mim como se fossem fantasmas mujimbeiros que dizem segredos do futuro que eu nunca pedi a ninguém para vir soprar no meu ouvido de criança.

Desci. Sentei-me perto, muito perto da avó Agnette.

Ficamos a olhar o verde do jardim, as gotas a evaporarem, as lesmas a prepararem os corpos para novas caminhadas. O recomeçar das coisas.

— Não sei onde é que as lesmas sempre vão, avó.

— Vão pra casa, filho.

— Tantas vezes de um lado para o outro?

— Uma casa está em muitos lugares — ela respirou devagar, me abraçou. — É uma coisa que se encontra.

Ondjaki. Os da Minha Rua.

 

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31 maio, 2018
por livros
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Tentando entender a ditadura – I

abaixo_a_ditadura_0_0Desde o começo do ano tenho me interessado muito por História do Brasil. O momento histórico que estamos vivendo me levou ao interesse pelo período da ditadura. Li alguma coisa sobre o assunto. E da ditadura no Brasil passei para a ditadura Argentina, por ser uma história irmã e pelo amor que tenho pelo país hermano.  Nem tudo que vou listar aqui é bom, mas mesmo assim eu li mesmo que somente por curiosidade. E porque aprendo por repetição 😀. De cada um consegui tirar alguma coisa. Só o do livro do Dreifuss não li todo ainda, eu vou e volto nele.

Achei que devia postar sobre isso, tendo em vista o momento que vivemos e os clamores por coisas como pedidos de intervenção militar, volta da ditadura e sandices assim.

Uma questão é que eu não tenho muito método, uma coisa vai puxando a outra e no final vira uma salada e essa minha salada tem todo tipo de coisa. O que me guia é a curiosidade e a disponibilidade do que quero ler ou ver. Preciso frisar que não tive orientação especializada nenhuma, fui começando a ler, a ver e de um cheguei a outro livro, filme, documentário e tal.

A maioria do que está listado aqui se encontra na internet. O site mais completo sobre a ditadura no Brasil é o http://memoriasdaditadura.org.br/index.html

Com certeza vou adorar mais sugestões, pois o que está aqui é só uma pequena amostra desorganizada do que li e vi.

Seguem as listas.

O que eu já tinha lido (entre literatura, relatos, teoria, etc.)

  • Batismo de Sangue – Frei Betto
  • 1968 – Zuenir Ventura
  • Brasil Nunca Mais
  • As Meninas – Lygia Fagundes Telles
  • Incidente em Antares – Érico Veríssimo
  • Ainda Estou Aqui – Marcelo Rubens Paiva
  • Combate nas Trevas – Jacob Gorender
  • Não Passarás O Jordão – Luiz Fernando Emediato
  • Brasil das Gerais – Heloísa Starling
  • Sangue de Coca-Cola – Roberto Drummond
  • Feliz Ano Velho – Marcelo Rubens Paiva

O que li agora

Literatura

  • Vidas Provisórias– Edney Silvestre
  • Azul Corvo – Adriana Lisboa
  • A Resistência – Julian Fuks
  • A Noite da Espera – Milton Hatoun
  • Os Que Bebem Como Cães – Assis Brasil
  • Quarup – Antônio Calado
  • A Festa – Ivan Angelo
  • É Tarde Para Saber – Josué Guimarães
  • Camilo Mortágua – Josué Guimarães
  • Zero – Ignácio de Loyola Brandão
  • Tropical Sol da Liberdade – Ana Maria Machado
  • Outros Cantos – Maria Valéria Rezende

Relatos, autoficção, memórias, biografia

  • Marighella – Mario Magalhães
  • Relato de Uma Busca – Bernardo Kucinski
  • Retrato Calado – Luiz Roberto Salinas
  • Volto Semana Que Vem – Maria Pilla
  • Antes do Golpe – Ferreira Gullar
  • Seu Amigo Esteve Aqui – Cristina Chacel
  • Gracias a La Vida – Cid Benjamim

Teoria, reportagens, etc.

  • Casa da Vovó – Marcelo Godoy
  • Cova 312 – Daniela Arbex
  • 1964 História do Regime Militar Brasileiro – Marcos Napolitano
  • A Ditadura Militar e a Longa Noite dos Generais – Carlos Chagas
  • 1964 – O golpe – Flavio Tavares
  • 1964 – A conquista do Estado – René Armand Dreifuss
  • A Revolução Faltou ao Encontro – Daniel Aarão Reis
  • Desaparecidos Políticos – Reinaldo Cabral
  • A política nos quartéis – Maud Chirio

Documentários, Filmes, etc

  • Que Bom Te ver Viva
  • O dia que Durou 21 Anos
  • Ditadura: Uma História Em Revisão – Caminhos da Reportagem da TV Brasil
  • Araguaia
  • Em Busca Da Verdade (documentário da Comissão da Verdade)
  • Memórias da Resistência
  • “Memórias Femininas da Luta Contra a Ditadura Militar”
  • AI-5 O Dia que não Existiu
  • Cabra Marcado Para Morrer
  • Em Busca da Verdade
  • Araguaya – Conspiração do silêncio
  • Camponeses do Araguaia: A Guerrilha vista por dentro
  • Caparaó
  • Diário de Uma Busca
  • Cidadão Boilesen
  • Operação Condor
  • Jango (Silvio Tendler)
  • Marighella
  •  que é Isto Companheiro?
  • Batismo de Sangue
  • Lamarca
  • A Memória Que Me contam
  • Cabra Cega
  • Anos Rebeldes
  • Queridos Amigos
  • Cara Ou Coroa

Ditadura Argentina

Livros

  • Purgatório – Tomás Eloy Martinez
  • Veinte Años, Luz – Elsa Osorio
  • Duas Vezes Junho – Martin Kohan
  • Uma Mesma Noite – Leopoldo Brizuela
  • Las dictaduras argentinas. Historia de una frustración nacional. Alejandro Horowicz
  • Respiração Artificial – Ricardo Piglia
  • De Vuelta a Casa – Anália Argento
  • Nunca Más Argentina – Relatório Sábato – CONADEP
  • O Espírito dos Meus Pais Continua a Subir na Chuva – Patrício Pron

Filmes e Documentários

  • 500 Bebês Roubados
  • O Segredo dos Seus Olhos
  • A História Oficial
  • La Noche de Los Lápices
  • Botín de Guerra
  • 1976 Crónica del Golpe
  • Acá Estamos
  • Montoneros, una historia

Ditadura Chilena

Livros

  • Formas de voltar Pra Casa – Alejandro Zambra
  • Múltipla Escolha – Alejandro Zambra
  • De Amor e Sombras – Isabel Allende
  • A Casa dos Espíritos – Isabel Allende

Filmes, documentários, etc.

  • A Batalha do Chile
  • Machuca
  • De Amor e Sombras
  • A Casa dos Espíritos

Em outro post talvez eu coloque o que ainda quero ler e assistir.

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8 novembro, 2015
por livros
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Até agora II

Até 8 de novembro de 2015

  1. Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie
  2. Assassinato no Expresso do Oriente – Agatha Christie
  3. Vermelho Amargo – Bartolomeu Campos de Queiroz
  4. Flores – Mario Bellatin
  5. Coração Tão Branco – Javier Marias
  6. O Peso das Dietas – Sophie Deram
  7. Kitchen – Banana Yoshimoto
  8. O Cirurgião – Tess Gerritssen
  9. Claro Enigma – Drummond
  10. O Lado sombrio dos Buscadores da Luz – Debbie Ford
  11. O Melhor Ano da Sua Vida… – Debbie Ford
  12. Ratos e Homens – John Steinbeck (o melhor)
  13. Não Esqueça de Paris – Deborah McKinlay
  14. A Lista de Brett – Lori Nelson Spielman
  15. Para Sempre Alice – Lisa Genova
  16. Os Catadores de Conchas – Rosamunde Pilcher
  17. A História do Meu Filho – Nadine Gordimer
  18. O Xale –  Cynthia Ozick
  19. Tempo de Matar – John Grisham
  20. A Escrita ou a Vida – Jorge Semprún
  21. Mrs. Dalloway – Virginia Woolf
  22. Como eu era Antes de Você – Jojo Moyes
  23. Segredos e Mentiras – Diane Chamberlain
  24. Fahrenheit 451 – Ray Bradbury
  25. Crônica da Casa Assassinada – Lúcio Cardoso
  26. Madrugada Suja – Miguel Souza Tavares
  27. A Idade Decisiva
  28. Acabadora – Michele Murgia
  29. Isto Não É Um Diário – Zygmunt Bauman
  30. A Morte do Pai – Karl Ove Knausgard
  31. Os Olhos amarelos dos Crocodilos – Katherine Pancol
  32. Dora Bruder – Patrick Modiano
  33. Tempo é Dinheiro – Lionel Shriver
  34. Criança 44 – Tom Rob Smith
  35. Formas de Voltar pra Casa – Alejandro Zambra
  36. Aos 7 e aos 40 – João Anzanello Carrascoza
  37. O Sentido de um Fim – Julian Barnes
  38. Jardim de Inverno – Kristin Hannah
  39. O que eu sei de verdade – Oprha Winfrey
  40. Habibi (maravilhoso, quadrinhos) – Craig Thompson
  41. O Melhor de Mim – Nicholas Spark
  42. A Playlist de Hayden – Michelle Falkoff
  43. Caminho de Volta pra Casa – Kristin Hannah
  44. Lembrança de Nos Dois
  45. As Cinzas de Ângela – Frank McCourt
  46. Flor da Neve e o Leque Secreto
  47. A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao – Junot Díaz
  48. Conto da Mulher Brasileira
  49. Livre – Cheryl Strayed
  50. O Conto da Mulher Brasileira – Edla Van Steen
  51. O Corpo Humano – Paolo Giordano
  52. Caderno do Ausente – João Anzanello Carrascoza
  53. O Jeito Harvard de Ser Feliz – Shawn Achor
  54. Eu Sei Porque o Pássaro Canta na Gaiola – Maya Angelou
  55. Eclipse Total – Stephen King
  56. Mensagem de Uma Mãe Chinesa Desconhecida – Xinran
  57. Ainda Estou Aqui – Marcelo Rubens Paiva
  58. Submissão Michael Houllebecq
  59. Jane Eyre – Charlotte Brontë
  60. Morte e Vida Severina João Cabral de Melo Neto
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7 agosto, 2015
por livros
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100 livros essenciais da literatura brasileira

Revista_Bravo100 livros essenciais da literatura brasileira

[Revista BRAVO!]

1. Bagagem (Adélia Prado)
2. O Cortiço (Aluísio Azevedo)
3. Lira dos Vinte Anos (Álvares de Azevedo)
4. Noite na Taverna (Álvares de Azevedo)
5. Quarup (Antonio Callado)
6. Brás, Bexiga e Barra Funda (Antonio de Alcântara Machado)
7. Romance d’A Pedra do Reino (Ariano Suassuna)
8. Viva Vaia (Augusto de Campos)
9. Eu (Augusto dos Anjos)
10. Ópera dos Mortos (Autran Dourado)
11. O Uruguai (Basílio da Gama)
12. O Tronco (Bernardo Elis)
13. A Escrava Isaura (Bernardo Guimarães)
14. Morangos Mofados (Caio Fernando Abreu)
15. A Rosa do Povo (Carlos Drummond de Andrade)
16. Claro Enigma (Carlos Drummond de Andrade)
17. Os Escravos (Castro Alves)
18. Espumas Flutuantes (Castro Alves)
19. Romanceiro da Inconfidência (Cecília Meireles)
20. Mar Absoluto (Cecília Meireles)
21. A Paixão Segundo G.H. (Clarice Lispector)
22. Laços de Família (Clarice Lispector)
23. Broqueis (Cruz e Souza)
24. O Vampiro de Curitiba (Dalton Trevisan)
25. O Pagador de Promessas (Dias Gomes)
26. Os Ratos (Dyonélio Machado)
27. O Tempo e o Vento (Érico Veríssimo)
28. Os Sertões (Euclides da Cunha)
29. O que é Isso, Companheiro? (Fernando Gabeira)
30. O Encontro Marcado (Fernando Sabino)
31. Poema Sujo (Ferreira Gullar)
32. I-Juca Pirama (Gonçalves Dias)
33. Canaã (Graça Aranha)
34. Vidas Secas (Graciliano Ramos)
35. São Bernardo (Graciliano Ramos)
36. Obra Poética (Gregório de Matos)
37. O Grande Sertão: Veredas (Guimarães Rosa)
38. Sagarana (Guimarães Rosa)
39. Galáxias (Haroldo de Campos)
40. A Obscena Senhora D (Hilda Hist)
41. Zero (Ignácio de Louola Brandão)
42. Malagueta, Perus e Bacanaço (João Antônio)
43. Morte e Vida Severina (João Cabral de Melo Neto)
44. A Alma Encantadora das Ruas (João do Rio)
45. Harmada (João Gilberto)
46. Contos Gauchescos (João Simões Lopes Neto)
47. Viva o Povo Brasileiro (João Ubaldo Ribeiro)
48. A Moreninha (Joaquim Manuel de Macedo)
49. Gabriela, Cravo e Canela (Jorge Amado)
50. Terras do Sem Fim (Jorge Amado)
51. Invenção de Orfeu (Jorge de Lima)
52. O Coronel e o Lobisomem (José Cândido de Carvalho)
53. O Guarani (José de Alencar)
54. Lucíola (José de Alencar)
55. Os Cavalinhos de Platiplanto (J. J. Veiga)
56. Fogo Morto (José Lins do Rego)
57. Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto
58. Crônica da Casa Assassinada (Lúcio Cardoso)
59. O Analista de Bagé (Luis Fernando Veríssimo)
60. Tremor de Terra (Luiz Vilela)
61. As Meninas (Lygia Fagundes Telles)
62. Seminário dos Ratos (Lygia Fagundes Telles)
63. Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
64. Dom Casmurro (Machado de Assis)
65. Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida)
66. Libertinagem (Manuel Bandeira)
67. Estrela da Manhã (Manuel Bandeira)
68. Galvez, Imperador do Acre (Márcio Souza)
69. Macunaíma (Mário de Andrade)
70. Paulicéia Desvairada (Mário de Andrade)
71. O Homem e Sua Hora (Mário Faustino)
72. Nova Antologia Poética (Mário Quintana)
73. A Estrela Sobe (Marques Rebelo)
74. Juca Mulato (Menotti Del Picchia)
75. O Sítio do Pica-pau Amarelo (Monteiro Lobato)
76. As Metamorfoses (Murilo Mendes)
77. O Ex-mágico (Murilo Rubião)
78. Vestido de Noiva (Nelson Rodrigues)
79. A Vida Como Ela É (Nelson Rodrigues)
80. Poesias (Olavo Bilac)
81. Avalovara (Osman Lins)
82. Serafim Ponte Grande (Oswald de Andrade)
83. Memórias Sentimentais de João Miramar (Oswald de Andrade)
84. O Braço Direito (Otto Lara Resende)
85. Sermões (Padre Antônio Vieira)
86. Catatau (Paulo Leminski)
87. Baú de Ossos (Pedro Nava)
88. Navalha de Carne (Plínio Marcos)
89. O Quinze (Rachel de Queiroz)
90. Lavoura Arcaica (Raduan Nassar)
91. Um Copo de Cólera (Raduan Nassar)
92. O Ateneu (Raul Pompéia)
93. 200 Crônicas Escolhidas (Rubem Braga)
94. A Coleira do Cão (Rubem Fonseca)
95. A Senhorita Simpson (Sérgio Sant’Anna)
96. Febeapá (Stanislaw Ponte Preta)
97. Marília de Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga)
98. Cartas Chilenas (Tomás Antônio Gonzaga)
99. Nova Antologia Poética (Vinícius de Moraes)
100. Inocência (Visconde de Taunay)

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13 junho, 2015
por livros
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Até agora

comerlivrosLivros lidos até agora, 13/06/2015

1. Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie
2. Assassinato no Expresso do Oriente – Agatha Christie
3. Vermelho Amargo – Bartolomeu Campos de Queiroz
4. Flores – Mario Bellatin
5. Coração Tão Branco – Javier Marias
6. O Peso das Dietas – Sophie Deram
7. Kitchen – Banana Yoshimoto
8. O Cirurgião – Tess Gerritssen
9. Claro Enigma – Drummond
10. O Lado sombrio dos Buscadores da Luz – Debbie Ford
11. O Melhor Ano da Sua Vida… – Debbie Ford
12. Ratos e Homens – John Steinbeck
13. Não Esqueça de Paris – Deborah McKinlay
14. A Lista de Brett – Lori Nelson Spielman
15. Para Sempre Alice – Lisa Genova
16. Os Catadores de Conchas – Rosamunde Pilcher
17. A História do Meu Filho – Nadine Gordimer
18. O Xale – Cynthia Ozick
19. Tempo de Matar – John Grisham
20. A Escrita ou a Vida – Jorge Semprún
21. Mrs. Dalloway – Virginia Woolf
22. Como eu era Antes de Você – Jojo Moyes
23. Segredos e Mentiras – Diane Chamberlain
24. Fahrenheit 451 – Ray Bradbury
25. Crônica da Casa Assassinada – Lúcio Cardoso
26. Madrugada Suja – Miguel Sousa Tavares
27. A Idade Decisiva – Meg Jay
28. Acabadora – Michela Murgia
29. Isto Não É Um Diário – Zigmunt Bauman
30. A Morte do Pai – Karl Ove Knausgård
31. A Solidão dos Números Primos – Paolo Giordano

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