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Breve história do feminismo no Brasil

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Editora: Brasiliense
ISBN: 8511021450
Ano: 1993
Edição: 1
Número de páginas: 179
Acabamento:
Brochura
Formato: Pequeno
Coleção: TUDO É HISTÓRIA

A história da condição da mulher brasileira não foge à regra universal da opressão do feminismo ao longo dos tempos. Reunindo algumas ações individuais e coletivas de mulheres brasileiras – incluindo a repressão específica às mulheres durante a ditadura – com uma vivência no movimento feminista de São Paulo, a autora incita a pensar na possibilidade de criar um novo pensamento, prática e ação, diferente do poder patriarcal.

Breve história do feminismo no Brasil

O livro de Maria Amélia de Almeida Teles, Breve história do feminismo no Brasil, editado pela Brasiliense, não se trata de um lançamento, mas de uma recomendação de leitura pra quem quer conhecer a atuação das mulheres que por incrível que pareça vem de longa data. Abaixo, trecho da publicação.

Falar de Mulher, em termos de aspiração e projeto, rebeldia e constante busca de transformação, falar de tudo que envolva a condição feminina, não é só uma vontade de ver essa mulher reabilitada nos planos econômico, social e cultural.

É mais do que isso. É assumir a postura incômoda de se indignar com o fenômeno histórico em que metade da humanidade se viu milenarmente excluída nas diferentes sociedades, no decorrer dos tempos. É solidarizar-se com as mulheres que desafiaram os poderes solidamente organizados, assumindo as conseqüências que esta atitude acarretou em cada época. É compreender que a submissão, por mais sutil que seja, é o resultado de um processo de tal forma brutal, que acaba por impedir a própria vontade de viver dignamente.

Ninguém é oprimido, explorado e discriminado porque quer. Uma ideologia patriarcal e machista tem negado à mulher o seu desenvolvimento pleno, omitindo a sua contribuição histórica. A mulher não é apenas a metade da população e mãe de toda a humanidade. É um ser social, criativo e inovador.

O Feminismo – O feminismo é uma filosofia universal que considera a existência de uma opressão específica a todas as mulheres. Essa opressão se manifesta tanto a nível das estruturas como das superestruturas (ideologia, cultura e política). Assume formas diversas conforme as classes e camadas sociais, nos diferentes grupos étnicos e culturas.

No decorrer do tempo, manifestou-se de formas variadas, todas elas dependentes da sociedade de origem e da condição histórica das mulheres.

No século passado, o conceito de “emancipacionismo” buscava a igualdade de direitos, mantida na esfera dos valores masculinos, implicitamente reconhecidos e aceitos. Hoje, o feminismo formula o conceito de libertação que prescinde da “igualdade” para afirmar a diferença – compreendida não como desigualdade ou complementariedade, mas como ascensão histórica da própria identidade feminina.

O feminismo tem um caráter humanista: busca a libertação das mulheres e dos homens.

A História – A história do nosso país tem sido interpretada quase que somente do ponto de vista de classes dominantes.

Verificamos a necessidade de reconstruir a história do Brasil. Começaríamos por uma apreciação crítica da visão estabelecida pelos nossos historiadores e observadores políticos, que se omitem quanto ao tema. E o pouco que se fala da mulher brasileira não foge ao princípio universal denunciado por Simone de Beauvoir em 1949: “Toda a história das mulheres foi escrita pelos homens”. E, portanto, podemos acrescentar: está sob suspeição.

Há tão grande ausência de registros e informações sobre a mulher e sua condição que muitas afirmam ser o movimento de mulheres algo novo no Brasil. É apenas meia verdade. O movimento feminista brasileiro atual tem, sem dúvida, características inovadoras e de dimensões ainda difíceis de projetar num futuro próximo. Mas suas raízes podem ser localizadas em lutas anteriormente travadas consciente ou inconscientemente por mulheres intelectualizadas ou por grupos de mulheres de origem popular.

A expressão “movimento de mulheres” significa ações organizadas de grupos que reivindicam direitos ou melhores condições de vida e trabalho. Quanto ao “movimento feminista” refere-se às ações de mulheres dispostas a combater a discrimina-ção e a subalternidade das mulheres e que buscam criar meios para que as próprias mulheres sejam protagonistas de sua vida e história.

fonte:http://www.pdtms.org.br/index.php?idp=13&idcanal=442

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One Comment

  1. Gostei muito do texto, concordo que tenha muita omissão sobre o passado das mulheres e sua luta pela conquista do seu espaço e isso se dá ao fato de o homem querer sempre ser superior, competir e deixa sempre explicito, sua força e seus méritos um tanto contestáveis.

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