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Ler, ler, ler, viver a vida que outros sonharam

O Espetáculo Mais Triste da Terra

Posso dizer que esse foi outro livro que eu devorei. Essa história , desde que eu fiquei sabendo sempre me impressionou muito, e eu estava doida pra ler esse livro. Aí ele apareceu nas minhas mãos e eu li de uma sentada. É muito bom, um trabalho jornalístico bem legal, bem completo. E mostra as pequenas histórias que acompanharam essa tragédia horrível. Gostei bem, foi um acontecimento impressionante mesmo. E como em toda catástrofe dessa proporção, vemos em ação o melhor e o pior do ser humano. Recomendo.

ESPETÁCULO MAIS TRISTE DA TERRA, O 

O INCENDIO DO GRAN CIRCO NORTE-AMERICANO
Formato: Livro
Autor: VENTURA, MAURO
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: HISTÓRIA DO BRASIL
Capa Victor Burton
Páginas 352
Formato 14.00 x 21.00 cm
Peso 0.43700 kg
Acabamento Brochura
ISBN: 8535919910
ISBN-13: 9788535919912
Idioma: português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 21 x 14 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2011
Número de páginas: 320

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No dia 17 de dezembro de 1961 acontecia, em Niterói, a maior tragédia circense da história e o pior incêndio com vítimas do Brasil. Mais de 3 mil espectadores, a maioria crianças, lotavam a matinê do Gran Circo Norte-Americano, anunciado como o mais famoso da América Latina, quando a trapezista Antonietta Stevanovich deu o alerta de “fogo!”. Em menos de dez minutos, as chamas devoraram a lona, justamente no momento em que o principal hospital da região se encontrava fechado por falta de condições. O prefeito da cidade estabeleceu em 503 o número oficial de mortos, mas a contabilidade real nunca será conhecida. Cinquenta anos depois, o jornalista Mauro Ventura reconstitui o episódio em O espetáculo mais triste da terra.
Curto-circuito ou crime? Era a pergunta que todos se faziam. A polícia logo descobriu um suspeito, mas até que ponto ele era o verdadeiro culpado ou o bode expiatório ideal para dar satisfações rápidas à sociedade e encobrir possíveis falhas das autoridades e do dono do circo? Quatro meses depois da renúncia do presidente Jânio Quadros, o país chegava novamente às manchetes internacionais. O papa mandou celebrar uma missa pelas vítimas e enviou um cheque para ajudar no tratamento dos sobreviventes. O impacto da tragédia em Niterói, então capital do estado do Rio de Janeiro, foi tamanho que o assunto permanece encoberto até hoje.
O livro revela uma trama que mistura drama e heroísmo, oportunismo e solidariedade, dor e superação. O autor mostra como a catástrofe fez surgir a figura do profeta Gentileza e ajudou a projetar o nome do cirurgião plástico Ivo Pitanguy. “Essa tragédia evidenciou a importância da nossa especialidade”, diz o médico. Para o historiador Paulo Knauss, a cirurgia plástica brasileira é tão desenvolvida porque teve na ocasião o maior campo de pesquisa e experimentação de sua história.
Entre os mais de 150 entrevistados, destacam-se Santiago Grotto, um dos três trapezistas que tinham acabado de se exibir quando o fogo começou, e o único ainda vivo, e o médico argentino Fortunato Benaim, que veio de seu país para socorrer as vítimas.

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