Livros

Ler, ler, ler, viver a vida que outros sonharam

Sonhei Que A Neve Fervia

Eu nem sei muito bem o que dizer ainda desse livro, além de que ele é lindo. Eu devorei, mesmo,  não conseguia parar de ler. E acho que a vontade de continuar a ler era tanta que acabei ficando meio doente ontem e nem fui trabalhar. Algo me diz q foi artimanha do meu corpo pra me obrigar a ficar lendo.

Eu acompanho o blog da Fal, autora do livro,  há muito tempo, sempre gostei muito, lembro quando o marido dela morreu, e dos lindos posts que ela escreveu depois e nem posso imaginar a dor que deve ser ficar sem o seu grande amor. E que amor lindo, que história bonita.

Bom, é um livro lindo, realmente uma belíssima carta de amor.

E acho que “gênero literário” que eu mais gosto é esse, Cartas de Amor.

SONHEI QUE A NEVE FERVIA
Autor: Fal Azevedo
ISBN:978-85-325-2659-5
Páginas:384

 

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Não deixe que a dor cale suas palavras”, dizia o e-mail que a escritora e tradutora Fal Azevedo recebeu dias após a morte do marido, Alexandre, em agosto de 2007. Mas como continuar depois uma perda como essa? Como acordar, escovar os dentes, trabalhar? Como seguir em frente quando tudo que se quer é voltar no tempo e reviver cada minuto de uma relação que preenchia as lacunas, os sonhos e os desejos, que completava e acrescentava? A incredulidade, a raiva e a tristeza, e também o relato do amor de uma vida e da solidariedade e carinhos oferecidos por amigos e desconhecidos estão em Sonhei que a neve fervia, livro no qual a escritora, tradutora e blogueira Fal Azevedo, autora do elogiado Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite recupera através da literatura o ano seguinte à morte de Alexandre.

 E em meio à dor, ela, de fato, (re)encontrou sua voz – culta, engraçada, ferina, auto-depreciativa, mas, ao mesmo tempo, brutalmente honesta e transparente. Fal não esconde o medo de uma existência sem o homem que a fazia se sentir segura e amada ou a preocupação com o futuro financeiro e a volta para a casa da mãe. Não tem vergonha de contar sobre noites e dias de muito choro, frágil e temerosa. Mas também não deixa que a perda embruteça sua sensibilidade e a impeça de vivenciar pequenas alegrias, como as conquistas e a felicidade de amigos ou a diversão com um seriadotrash na TV, a excitação pela descoberta de um charmoso café, um parágrafo de um excelente livro ou uma nova canção, como “Outros sonhos”, de Chico Buarque (Sonhei eu o fogo gelou / Sonhei que a neve fervia / E por sonhar o impossível, ai/ Sonhei que tu me querias).

 É pela escrita – seja por meio de textos publicados em seu blog, o popular “Drops da Fal” (www.dropsdafal.blogbrasil.com), reflexões, e-mails e mensagens de amigos e seguidores do site – que o leitor compartilha a jornada da autora. Às vezes, impotente diante da impossibilidade de mitigar um sofrimento tão além do que parece ser possível; outras, com um sorriso no rosto e uma gargalhada ao ler um comentário espirituoso. Mas sempre com a sensação de estar sendo apresentado a uma nova amiga – e, também, a sua família, seus amigos, seus conhecidos. Entre detalhes do cotidiano, como os transtornos causados por um cano furado, e reflexões sobre o luto e a luta, Fal Azevedo deixa um testamento de sua história – a história de um grande amor. Por isso mesmo tão singular, e tão universal.

Fonte: http://www.rocco.com.br/shopping/ExibirLivro1.asp?Livro_ID=978-85-325-2659-5

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