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Um amor conquistado – O Mito do Amor Materno

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Um Amor Conquistado: O Mito do Amor Materno

ELISABETH BADINTER
Editora Nova Fronteira
1980
370p.
Assunto: Ciências Humanas

Será o amor materno um instinto, uma tendência feminina inata, ou depende, em grande parte, de um comportamento social, variável de acordo com a época e os costumes? É essa a pergunta que Elisabeth Badinter procura responder neste livro, desenvolvendo para isso uma extensa pesquisa histórica, lúcida e desapaixonada, da qual resulta a convicção de que o instinto materno é um mito, não havendo uma conduta materna universal e necessária.

Ao contrário, a autora constata a extrema variabilidade desse sentimento, segundo a cultura, as ambições ou as frustrações da mãe. Não pode então fugir à conclusão de que o amor materno é apenas um sentimento humano como outro qualquer e como tal incerto, frágil e imperfeito. Pode existir ou não, pode aparecer e desaparecer, mostrar-se forte ou frágil, preferir um filho ou ser de todos. Contrariando a crença generalizada em nossos dias, ele não está profundamente inscrito na natureza feminina.

Observando-se a evolução das atitudes maternas, verifica-se que o interesse e a dedicação à criança não existiram em todas as épocas e em todos os meios sociais. As diferentes maneiras de expressar o amor vão do mais ao menos, passando pelo nada, ou quase nada. O amor materno não constitui um sentimento inerente à condição de mulher, ele não é um determinismo, mas algo que se adquire. Tal como o vemos hoje, é produto da evolução social desde princípios do século XIX, já que, como o exame dos dados históricos mostra, nos séculos XVII e XVIII o próprio conceito do amor da mãe aos filhos era outro: as crianças eram normalmente entregues, desde tenra idade, às amas, para que as criassem, e só voltavam ao lar depois dos cinco anos.

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2 Comments

  1. As mulheres do passado tinham muitos filhos, não porque seu sonho era serem mães,mas porque não havia como evitar e iam tendo filhos um atrás do outro, não acredito que elas fossem felizes,porque sequer tinham tempo para elas mesmas.
    Nos dias de hoje, ainda, mesmo com tantas formas de se evitar filhos ( graças a Deus! ) , muitas mulheres vão engravidando sem planejamento e se forem adolescentes, suas vidas estão arrebentadas porque precisa sair do trabalho e do estudo para cuidar do filho, sempre o peso maior fica nas costas das mulheres. A mulher inteligente é aquela que deixa pra ter filho bem mais tarde e se tiver vontade, e não se preocupa com a pressão da sociedade ignorante.
    A maior realização da mulher,com certeza não é ser mãe, porque ser mãe implica muitas renúncias e nem sempre a mulher tem maturidade pra isso, gerando grandes conflitos , frustações e tristezas.
    Tem tanta coisa legal pra fazer antes de ser mãe: viajar, curtir a vida, se divertir, estudar, ser uma boa profissional pra ter independência financeira, sem precisar depender de um otário qualquer, como acontecia no passado.
    O casamento do passado durava porque a mulher dependia financeiramente do marido e como ela conseguiria sustentar uma penca de filhos sozinha? Sem dinheiro e com todo aquele preconceito?
    Ainda bem que apesar de tudo isso, a mulher está se libertando e precisa aprender a deixar de ser onipotente e colocar o homem para dividir tarefas com ela, porque a mulher é um ser humano e também se cansa, fazer jornada de trabalho dentro e fora de casa é cruel demais. O homem chega em casa e vai descansar, a mulher tem que fazer sozinha o trabalho de casa também, ela precisa ser ajudada porque também chega cansada.
    A mulher precisa parar com esses complexos de culpa e de querer fazer tudo perfeito, impossível: excelente mãe, amante, profissional, estar linda, excelente dona de casa,pára, como disse, somos humanas, chega de sermos burros de carga.

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